sexta-feira, 24 de julho de 2009

Amizade Encantada

Tudo começou quando parti com o meu pai à procura de uma pequena arvorezinha para adicionar à minha casa.
Aí, conheci um escaravelho, que, quando trouxe para casa me fugiu.
Eu segui-o até á floresta e foi aí que tudo começou.
Vi uma flor, murcha, e, ao molhá-la apenas com umas pequenas gotas de água límpina, esta cresceu, cresceu, cresceu, até ficar maior que uma árvore.
Eu, sem saber o caminho de casa, adormeci junto a esta, e ela como que sabendo isso, libertou uma das suas pétalas gigantes e tornou-a como um cobertor quente e fofo.
Os meus pais apareceram, eu fui para casa, enquanto que todos na cidade miravam aquela flor gigante ao anoitecer, pois ninguém queria aproximar-se de tal coisa.
No dia seguinte, a minha vontade de a ver era tão grande, que mal o primeiro raio de sol penetrou pelas cortinas verdes do meu quarto e me atingiu as faces rosadas eu saltei da cama, e, com o pijama, corri na sua direcção.
Esta encontrava-se tal e qual como a tinha visto ao partir no dia anterior, apenas, talvez, com uma intensificação nas cores que a constituíam e um pouco maior.
Sentado a seu lado decidi começar um diálogo que, de certeza, seria só meu.
Com uma expectativa reduzida de obter resposta,disse:
-Olá flor!
E ela rapidamente respondeu:
-Bom dia, Pedro! Não é muito cedo para já aqui andares?
Como se me tivessem dado um choque, dei um salto, a minha pele adquiriu um tom branco e o meu coração batia de uma forma tão acelarada que parecia queimar-me enquanto respirava.
Era tudo tão surreal que parecia que estava num mundo encantado.
Ela rapidamente e preocupadamente se apressou a falar-me visto o meu estado de choque.
-Calma Pedro! Sou tua amiga, não estou aqui para te fazer mal! Só queria ter um amigo!
A sua voz melodiosa que se assemelhava a um canto, mas com umas notas de preocupação e desespero entrou pelos meus ouvidos, fazendo eco na minha cabeça.
Não a questionei, porque se o fizesse, poderia ouvir, algo que não gostasse ou que me entristecesse.
A partir daquele momento, a ,minha vida alterou-se bastante.
Quando estava longe tinha uma vida normal, como qualquer um. Mas, sempre que podia, ía ter com ela, e aí, tudo se tornava belo e encantado.
Foram diálogos de horas, serenatas ao luar, e sempre com a companhia do escaravelho, que, por mais estranho que pareça, nos visitáva todos os dias.
Diariamente, brincávamos, ríamos, ou, por vezes, apenas estávamos em silêncio, a olhar aquela paisagem sem fim, com uma beleza gigantesca que captáva para ela quaisquer olhos.
Foi assim que a minha vida se tornou um misto de realidade e fantasia.

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