Passeio sozinha por baixo do sol cortante de Inverno. As folhas cobrem o chão tornando o ambiente uma mistura de cores de Outono. Os ramos despidos das árvores fazem sons ocos. A rua encontra-se repleta de pessoas, não perguntem como eram, que caras tinham, felizes, tristes, não vos sei dizer, só sei que todos pareciam meros borrões de tinta negra que apenas distorciam a minha visão. Eu sei que o calor humano me rodeia, mas a única coisa que sinto é um frio que me inunda, fazendo-me sentir como um cubo de gelo.
Desisto de fazer a caminhada sem fim e sem sentido, e aí, somente me sento num pequeno banco de madeira com a tinta vermelha a descascar devido á tão longa idade.
Simplesmente deixei as perguntas surgir na minha mente, mesmo não tendo resposta.
De repente uma impaciente mistura de palavras queria surgir nos meus pensamentos, deixando-me completamente atordoada. Mas com uma certa vontade de lhes responder eu consegui organizá-las.
Porque é que foste assim? Porque me ignoras nesse teu modo tão peculiar e pensas que eu não existo? Essa tua rispidez dá-me vontade de por fim á tua vida, e por vezes á minha também.
Já fomos estranhos na noite e amigos á luz do sol, já soubemos tudo um do outro, mas agora, tu simplesmente impuseste uma barreira. Simplesmente a magia perdeu-se, e esta levou a amizade consigo.
Sabes, desisti de a recuperar, tu já foste especial, sem dúvida que foste, mas agora és uma simples sombra, uma nota numa música, uma letra num livro, és aquilo que foste mas sem o brilho, sem a limpidez das palavras, a rispidez no olhar.
Agora entendo, sempre fomos os estranhos na noite, simplesmente os raios de sol iluminaram um pouco as nossas palavras, os nossos pensamentos.
Agora sim, agora já tenho uma resposta para todas as perguntas.
Levanto-me do banco vermelho com um sorriso nos lábios e sinto que a verdade caiu sobre mim, apesar de me sentir mais leve do que uma pena.
Dessa forma atravesso o mar de gente, mas agora estas já não são meros borrões de tinta negra, mas sim pessoas, como eu, uns sorriem, outros choram, outros simplesmente não têm expressão, são estátuas com movimento.
Os pássaros voam, o sol brilha e reflecte-se nas gotas de gelo do lago, tudo é belo, tubo tem sentido, incluindo os meus pensamentos.
Este de todos os que já li é o que eu mais gosto
ResponderEliminarporque tem um final feliz e faz pensar na vida e torna-la mais fácil porke a vida nao é tao complicada como a fazemos apenas temos que parar para pensar e reflectir. Bjs Gustavo
o que queres que te diga mais?
ResponderEliminaré um texto muito bom mesmo..
continua!!
bjs da prima IN
uau. está diferente, vá, nota-se que é teu, mas está menos melodramático que o normal :p
ResponderEliminargostei imenso
bj x)
Muito bem ritinha... desde que li o teu primeiro texto, que achei que poderias fazer ainda melhor, que a cada emaranhado de letras conseguirias evoluir, tornar-te sempre melhor...
ResponderEliminarE aqui está a prova...
Parabéns...
Esta simplesmente fantastico...
Beijinho grande
Mariana
para que é que precisas mais do meu comentario, se ja tens 4 a dizerem tudo??? está lindo como eu!!!!
ResponderEliminarBeijos grandes
ass: bruna
wow. ta mesmo giro!
ResponderEliminaracho que talvez seja o meu perferido do momento :b
beijinhos :D
vindo de ti é um pouco estranho, n é triste, é diferente
ResponderEliminarcomo sempre está, com se diz, ah! espectacular, e faz nos reflectir sobre a nossa forma de interagir com os outros
o que escreveste parece de outra pessoa, uma pessoa mais livre e feliz
quando escreves deves entrar em "transe" e por isso é que escreves estas maravilhas
deviasme ter contado isso, assim ja percebo de onde vem tanto talento
continua a escrever com tanto sentimento que vais longe
tocas as pessoas que leem os teus textos, isso é obra!!!!
parabéns!!!!
simplesmente o melhor q vc já escreveu.;)
ResponderEliminarsurpreendeu-me querida!adorei.
eu tb vejo sempre os borrões.mas o q eu gostei mesmo foi a cadeira vermelha no meio da imagem do gelo.linda composição.e bela evolução de pensamentos...=)