Os comboios não esperam. Partem entre despedidas e lágrimas mordidas que sangram quando o mundo se transforma numa pintura abstracta.
As crianças deixam cair as bonecas de trapos para as linhas da morte e os pais agarram-nas antes de a brisa vir destroçar os sonhos de brincadeiras que nunca irão acontecer.
Enquanto ninguém olha, são deixados para trás os olhares descarnados de vida que se estilhaça nas paredes por entre mãos carregadas de raiva e ódio.
E fogem. Fogem todos. Porque os passos são largos e cada dia é um par de minutos que tal como as palavras e os sonhos se gastam.
Os cabelos loiros vão pousados nos ombros de um qualquer banco ao invés de voarem através da janela, e enquanto o mundo gira para o lado contrário, eu acaricio o livro que me acompanha. Não há mais ninguém. O comboio morre dentro de mim enquanto uma nova história surge com a rapidez de uma reacção entre ácido e água.
Perco-me nas tuas palavras, nos teus dedos, na angústia que te consome e ateia o fogo da tua voz.
Caminho sozinha por entre ruas de pedra. Ruas que cinzentas experimentam a frieza da noite.
Fugi outra vez, e a cada passo me arrependo. Não de ter fugido, mas sim de não ter tomado essa atitude mais cedo, antes mesmo de me teres partido os sonhos e escurecido os pensamentos. Porque as palavras ditas por ti ficaram guardadas e esquecidas, mas quando relembradas, queimaram-me a alma e julguei as trevas meu lar.
As crianças deixam cair as bonecas de trapos para as linhas da morte e os pais agarram-nas antes de a brisa vir destroçar os sonhos de brincadeiras que nunca irão acontecer.
Enquanto ninguém olha, são deixados para trás os olhares descarnados de vida que se estilhaça nas paredes por entre mãos carregadas de raiva e ódio.
E fogem. Fogem todos. Porque os passos são largos e cada dia é um par de minutos que tal como as palavras e os sonhos se gastam.
Os cabelos loiros vão pousados nos ombros de um qualquer banco ao invés de voarem através da janela, e enquanto o mundo gira para o lado contrário, eu acaricio o livro que me acompanha. Não há mais ninguém. O comboio morre dentro de mim enquanto uma nova história surge com a rapidez de uma reacção entre ácido e água.
Perco-me nas tuas palavras, nos teus dedos, na angústia que te consome e ateia o fogo da tua voz.
Caminho sozinha por entre ruas de pedra. Ruas que cinzentas experimentam a frieza da noite.
Fugi outra vez, e a cada passo me arrependo. Não de ter fugido, mas sim de não ter tomado essa atitude mais cedo, antes mesmo de me teres partido os sonhos e escurecido os pensamentos. Porque as palavras ditas por ti ficaram guardadas e esquecidas, mas quando relembradas, queimaram-me a alma e julguei as trevas meu lar.
Estavas inspirada ^^ Amei. Muito bom mesmo!
ResponderEliminarinspirada é pouco....texto mt bom, continua assim!
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